Na noite de 12 de agosto de 2026 na Augusta e Respeitável Loja Simbólica Colunas da Verdade e Fraternidade Nº 147 no Oriente de Curitiba, foi realizada a Palestra com o tema: “POTY LAZZAROTTO E A MAÇONARIA”
Apresentada pelo Venerável Mestre Irmão Carlos Guilherme Mastrantônio Barbosa, detalhando a História de Poty Lazarotto e sua ligação com a Maçonaria.
Estiveram presentes o Eminente Delegado do Grão Mestre para o 38º Distrito, Irmão Juarez Luiz Zambenedetti Ribas, o Grande Secretário de Atividades Paramaçônicas Irmão Eduardo Rosa Leal, o Grande Secretário de Comunicação Institucional Adjunto Irmão Eduardo Vieira, Os Veneráveis Mestres das Lojas União Justiça e Verdade Nº 28 Irmão Marcelo De Cesare e da Loja Antônio André Jansson Nº 161 Ricardo Japiassu Ribas, além de diversos Irmãos visitantes que reforçaram as Colunas.
Um breve relato sobre Poty Lazzarotto
Napoleon Potyguara Lazzarotto, popularmente conhecido como Poty, foi um dos artistas plásticos, desenhistas, gravadores e muralistas mais importantes do Brasil no século XX. Nascido em Curitiba em 29 de março de 1924 e falecido na mesma cidade em 8 de maio de 1998, ele se tornou a própria alma visual do Paraná.
Seu traço inconfundível — rústico, expressionista e profundamente focado no cotidiano, no trabalho e na história — está gravado em dezenas de monumentos públicos e murais de azulejo espalhados por Curitiba e pelo Brasil.
Um pouco da sua vida.
A infância de Poty foi fundamental para moldar seu olhar artístico. Ele era filho de imigrantes italianos, e seus pais eram proprietários de um restaurante muito peculiar em Curitiba chamado Vagão do Armistício. O local funcionava dentro de um antigo vagão de trem desativado e se transformou em um reduto de intelectuais, boêmios, políticos e jornalistas da época.
Em 1942, o talento do jovem curitibano chamou a atenção do então governador do Paraná, Interventor Manoel Ribas, que lhe concedeu uma bolsa de estudos para a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Em 1946, conquistou uma bolsa do governo francês e viajou para Paris, onde estudou litografia e teve a oportunidade de ver de perto as vanguardas europeias, embora nunca tenha abandonado sua essência artística profundamente brasileira e regional.
Em 1946, durante seus estudos em Paris, ele conheceu a mineira Célia Neves, com quem se casou anos mais tarde.
A grande marca registrada de Poty é o seu traço. Ele era, acima de tudo, um desenhista obsessivo. Seu estilo se caracteriza por linhas fortes, pretas, muitas vezes feitas com caneta nanquim ou bico de pena, utilizando a técnica de hachuras (pequenos traços paralelos ou cruzados muito próximos) para criar sombras.
Embora tenha sido um mestre do papel e da gravura, Poty ganhou enorme projeção ao levar sua arte para o espaço público através de murais monumentais de azulejos, concreto e metal.
Entre as suas principais obras em Curitiba, podemos destacar:
– Loja Dario Vellozo Nº 6.
– Fachada do Teatro Guaira.
– Painel da Praça 19 de dezembro.
– Painel do Largo da Ordem.
– Painel do Mercado Municipal de Curitiba.
– Painel no Palácio Iguaçu e Assembleia Legislativa.
Pelo Brasil e pelo Mundo:
– Memorial da América Latina em São Paulo.
– Monumento ao Tropeiro na Lapa.
A pesquisa realizada pelo Irmão Carlos Guilherme, mostra a sua forte ligação com a Maçonaria, pois sempre incluía símbolos maçônicos ou que ligassem a Maçonaria, embora, nada consta ter sido aqui no Brasil iniciado Maçom.
Poty foi um gênio criativo com mais de 4500 obras que foram doadas ao acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON).
Nesta oportunidade o Irmão Carlos Guilherme levou algumas obras que foram expostas na Loja no momento da Palestra, bem como ficaram à disposição dos Irmãos para visualização no momento em que foi servido o tradicional Ágape Fraternal aos presentes após a Sessão, em momento de Confraternização.
Foi uma excelente oportunidade para conhecermos um pouco mais da história deste Paranaense reconhecido internacionalmente.
Por Irmão Eduardo Vieira











